Associação Brasileira Low Carb vai certificar o baixo teor de carboidratos de alimentos

Você sabia que no último final de semana foi oficialmente fundada a Associação Brasileira Low Carb, que vai certificar produtos para garantir o baixo teor de carboidratos?
Mas ultimamente  por que se fala tanto sobre dieta Low Carb? Será que é apenas mais uma ‘dieta da moda’?
O fato é que cada vez mais estudos científicos comprovam inúmeros benefícios da Dieta Low Carb, sobretudo para portadores de Diabetes ou Pré-Diabetes (glicemia levemente alterada ou glicemia normal com insulina alta), Triglicérides elevados e Esteatose Hepática (gordura no fígado), que são condições clínicas que aumentam o risco das pessoas sofrerem de problemas cardiovasculares, como Infarto e AVC, além de alguns tipos de câncer.
LOW-CARB
Confira abaixo as considerações iniciais da  ABLC -Associação Brasileira Low Carb:

“A maioria das pessoas saudáveis não precisa seguir um estilo de vida low carb. Para estas, o guia alimentar brasileiro fornece um EXCELENTE embasamento: evite alimentos processados e ultra-processados, e busque alimentar-se com uma variedade de alimentos minimamente processados.

Para outras pessoas, low carb é um estilo de vida que lhes traz bem-estar e a manutenção de um peso adequado sem a necessidade de passar fome.

Há, porém, um grupo de pessoas, que incluem diabéticos, portadores de resistência à insulina severa, e pessoas com doenças neurológicas que seguem uma dieta cetogênica para as quais low carb não é apenas uma opção, e sim uma necessidade.

A ABLC entende que um produto ou uma receita com a designação “low carb” deve ser segura para aqueles que NECESSITAM dessa abordagem.

Não se trata de um julgamento de valor. É perfeitamente aceitável que um produto feito com fécula de mandioca e adoçado com mel seja consumido por pessoas saudáveis, em substituição um churros com doce de leite. Mas este produto, de melhor qualidade, não é low carb, pois elevará a glicemia de um diabético, e não ajudará na reversão da síndrome metabólica de um portador de resistência à insulina.

CABE AO PROFISSIONAL DE SAÚDE discutir, juntamente com o paciente, se low carb é a melhor opção. Cabe ainda ao profissional determinar se aquele paciente requer uma abordagem very low carb (<20 – 50g de carboidratos), ou uma abordagem moderada, com frutas e raízes completamente liberadas. Cada caso é um caso. Mas a ABLC acredita que aqueles que optam ou necessitam de uma abordagem mais restritiva precisam ser protegidos.

Há, de fato, uma assimetria: afinal, alguém saudável que pode comer 100g de carboidrato em uma refeição não sofrerá nenhum prejuízo ao consumir um produto low carb. Já um diabético que, inadvertidamente, consumir um produto com essa quantidade de carboidratos, terá prejuízo de seu controle glicêmico.

Normatizar o que é e o que não é low carb não significa impor essa estratégia a ninguém, nem tampouco um julgamento de VALOR. Significa facilitar a vida de profissionais de saúde, pacientes, consumidores e produtores, através da adoção de critérios claros e transparentes.”
.
EM BREVE  A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA LOW CARB DIVULGARÁ DETALHES SOBRE O PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO.

Confira o Instagram da ABLC clicando neste link

2 comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *